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Simpósio de Reprodução Bovina reúne mais de 350 pessoas entre técnicos, produtores, pesquisadores e estudantes

18/09/2017 15h29

Imagem: Agência Lumia

Nos dias 14 e 15 de setembro foi realizado, no auditório do Colégio São Francisco, em Palmas/TO, o Simpósio de Produção e Reprodução Bovina – SRB, sendo o maior evento de desta temática presente no estado, com o objetivo de promover o crescimento técnico dos profissionais da área. Na programação estavam incluídas palestras de temas relacionados à reprodução, genética, produção, e nutrição animal. Algumas abordaram temas importantes como: a contribuição da transferência de embrião para o aumento da produção de carne e leite, protocolos curtos em programas de IATF.

Mais de 350 pessoas entre técnicos, produtores, pesquisadores e estudantes participaram. Um dos destaques do evento foi a palestra do Prof. Dr. Pietro Baruselli da Universidade de São Paulo (USP), que falou dos efeitos que a alta temperatura podem causar. “Ela pode interferir na qualidade do ócio e na fertilidade das vacas. Sabemos pelos conhecimentos científicos que existe o efeito do calor na qualidade e na fertilidade mais intenso em animais taurinos do que em animais zebuínos, o que precisamos é de condições de ambiência mais favoráveis para que o calor não interfira na fertilidade, pois o excesso de calor faz com que a vaca diminua a fertilidade, mas o produtor do estado do Tocantins sabendo disso tudo opta pela criação de zebuínos e prepara a fazenda dele para que o calor não interfira tanto.” afirma Baruselli.

A estudante do sexto período de zootecnia, Kétuly da Silva, participou dos dois dias de evento e comenta a importância desse Simpósio para a área acadêmica, na qual pretende atuar após sua formação. “Atualmente trabalho na Embrapa Pesca e Aquicultura com inseminação de peixes, mas pretendo atuar no futuro com reprodução bovina, por isso o interesse em participar desse evento.” conta Kétuly.

Na palestra com o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP), Thiago de Carvalho, foi abordado as questões políticas e econômicas do Brasil e que interferem de forma direta no mercado bovino. De acordo com Thiago, “o cenário poderia ser melhor se não fosse os casos da Operação Carne Fraca, dos problemas relacionados a vacina e de embargos americanos, mas principalmente das delações da JBS. No entanto, mesmo com esse momento de instabilidade econômica e política do país o produtor não pode deixar de investir em sua propriedade, pois segundo indicadores a partir do próximo ano a perspectiva para esse mercado é de crescimento,” garante o economista. E conclui dizendo que “a produção dentro da porteira é que vem sustentando a economia do país.”.

O produtor rural da região de Pium do Tocantins (TO), Beto Guimarães, trabalha com produção e reprodução bovina há 14 anos no estado e garante que investir na propriedade e em conhecimento técnico é sempre a melhor opção. “Trabalho com a técnica de IATF e com a monta natural, mas no meu caso como sou produtor de PO a melhor opção é a inseminação artificial e esse evento soma muito para o conhecimento da gente que trabalho no campo.”. Ele também afirma que mesmo o Brasil passando por um momento complicado, nunca deixou de investir na fazenda. “Deixei de fazer investimentos extras, mas em contrapartida aumentei a produção.” afirma o produtor.

Benefícios da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)

A possibilidade de inseminar um grande número de vacas em um curto espaço de tempo, aumenta o número de bezerros, acelera o melhoramento genético, reduz o intervalo entre partos, padroniza os lotes e faz com que produtor obtenha melhores preços nas vendas, pelo melhoramento genético, trazendo lucro ao produtor.

Dados do Tocantins

O rebanho de bovinos do Tocantins é de mais de 8 milhões de cabeças, e atualmente o Estado ocupa o 11º lugar no ranking nacional e 8ª posição em confinamentos.

Potencial do Brasil

Dados revelam que o Brasil é o primeiro exportador de carne in natura, seguido pela Austrália e Estados Unidos. O rebanho bovino no Brasil, em 2011, atingiu 180 milhões de cabeças, sendo que desse total, 41% é representado por fêmeas acima de 2 anos (aproximadamente 74 milhões). Além disso, é importante destacar que, 80% são constituído por bovinos de corte com origem, predominantemente, Bos indicus (ANUALPEC, 2012).

Realização: Clivar Reprodução Bovina e MSD Saúde Animal.

Ascom SRB/TO
Sarah Pires - Jornalista MTE 935

 

   

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